T.I. Fases da Mudança

Fases da Mudança

 

Uma das técnicas usadas em atendimentos de psicologia, corresponde a psicoeducação, que promove momentos de informação sobre técnicas e evolução do respectivo acompanhamento, potenciando a capacidade de cada utente compreender a fase onde se encontra.

Nesse sentido, hoje vamos falar sobre o Modelo Transteórico da Mudança de Comportamento de James Proschaska, que poderá ter a utilidade na intervenção psicológica.

O modelo fala de cinco fases de mudança humana:

 

Pré Contemplação 

A pessoa não pretende agir num futuro próximo (6 meses). Poderá não ter consciência do problema associado ao seu comportamento, como poderão já ter tentado várias vezes a mudança de comportamento sem sucesso, criando desmotivação e desmoralização. Nestas alturas alguns dos sentimentos vividos correspondem a negação, a culpa e a vergonha.

Contemplação

Nesta fase, acontece uma necessidade de mudança num período de seis meses, criando espaço para compreender os benefícios da mudança, estando também conscientes dos inconvenientes. Em alguns momentos acabam por manter-se em procastinação comportamental.

Preparação

É a fase com a necessidade de actuar num futuro próximo, surgindo a planificação e a organização dos pequenos passos para a mudança ocorrer. Nesta fase surgem as perguntas para serem respondidas:

  • O que posso mudar?coffee-2306471_1920
  • Onde?
  • Quando?
  • Como?
  • Porquê?

Acção

Nesta fase a pessoa, está a fazer as várias mudanças comportamentais necessárias, para melhorar a sua qualidade de vida.

Manutenção

É a fase da estabilização e permanência dos comportamentos pretendidos, também se caracteriza pela preocupação em prevenir o retrocesso no seu comportamento.

 

Por último é identificado uma fase transversal a todas, que poderá ocorrer, sendo a:

Recaída

Em cada uma das fases existe sempre a possibilidade de retrocesso no processo, sendo necessário reavaliar e ajudar a pessoa a realizar uma escolha que promova a sua serenidade.

life-862965_1920

Alguns dos aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais, que a bibliografia recomenda para evitar processos de recaída, correspondem a necessidade de:

 

  • Aumentar a consciência da pessoa pelos factos da sua história de vida;
  • Prestar atenção aos seus sentimentos nas diferentes situações;
  • Promover a consciência do seu comportamento nas suas relações;
  • Potenciar uma nova auto-imagem;
  • Substituir comportamentos nocivos por mais saudáveis;
  • Promover um maior contacto com a sua rede de suporte;
  • Utilização das recompensas para promover a mudança;

A possibilidade de apresentar as diferentes fases de mudança a pessoa, potencia a compreensão da sua evolução e da potencialidade da mudança na sua vida.

 

Boas leituras!