Birras e formas de comunicação

Hoje iniciamos com uma reflexão de Paulo Oom:

É o modo como lidamos com a criança que determina em grande medida o seu comportamento!

Paulo Oom no seu livro Não te volto a dizer! apresenta a ideia de que todos nós num determinado momento da nossa vida, podemos apresentar uma forma de manipular uma dada situação para atingir o objectivo que pretendemos.

Identifica algumas formas mais comuns do surgimento do comportamento pelos petizes:

  • Repetição – repetir até a exaustão o seu pedido.
    • Ouve-se expressões como “Quero um chupa!” repetidas várias vezes, que vai alternando com “É a última vez” ou “É só desta vez”.
  • Provocação – após o pedido é apresentado ligeiras provocações tanto oral como fisicamente.
    • Nesta situação, é comum ouvir-se expressões: “Já não gosto de ti!”, “És má!”, “Gosto mais do Pai!“. Fisicamente é comum ver-se a criança atirar-se para o chão, gritar, fazer tudo o que lhe apetece.
  • Ameaça – é dito em tom de ameaça algo que poderá acontecer, caso não seja feito alguma vontade.
    • Ouve-se com regularidade expressões: “algo coisa má vai acontecer!”, ” não faço os trabalhos de casa!” ou outras pontuais “Vou fugir de casa!”.
  • Mártir – fazerem os pais sentirem-se culpados por terem cometido uma injustiça.
    • As expressões mais usadas passam por “Ninguém gosta de mim!”, ” A minha vida é uma injustiça!”
  • Anjo – uma modificação de 180 graus do comportamento infantil para obter qualquer beneficio dos pais, quando obtém, volta ao seu comportamento inicial.
  • Agressão – quando não obtém o que quer acaba por avançar para uma agressão, que pode iniciar pelo partir de objectos e acabar a bater nas pessoas a volta.

Todos os comportamentos apresentados são manifestações que vão surgindo gradualmente no dia a dia de algumas crianças.

A compreensão como o conhecimento da criança e confiança dos pais nos passos que dão, é meio caminho para percorrerem o caminho da educação, que é um desafio diário.

Pais

 

E neste sentido entram as formas de comunicar de maneira preventiva:

  • Fazer pedidos simples
  • Estabelecer regras
  • Limitar o tempo
  • Encorajar
  • Elogiar
  • Oferecer escolhas limitadas
  • entre outras!

 

Neste momento as sugestões que podem facilitar e prevenir algumas situações de confronto, são sugeridas pela Stephanie Couturier no livro Como ajudar o seu filho a Controlar as Birras, na sessão Ser Empático:

  1. Sublinhe o prazer dos bons momentos;
  2. Verbalize as características positivas dos seus filhos;
  3. Ponha-se ao nível ocular dos seus filhos;
  4. Fale das suas emoções;
  5. Dedique tempo aos seus filhos;
  6. Não minimize os conflitos entre os seus filhos e os amigos;
  7. Os pais necessitam de estar com atenção as suas próprias atitudes;

Em cada processo educativo, é importante explorar qual é o melhor que se adequa as suas características pessoais e das crianças que fazem parte da sua vida!

Quando sentir dúvidas, procure junto de outros pais outras formas de actuar que possam resultar ou mesmo em situações de maior desgaste procure um profissional, poderá ser uma mais valia do desenvolvimento da relação de amor e confiança que procura estabelecer com a sua criança.

 

Boas leituras e boas práticas!