Hoje vamos abordar um exercício de relaxamento que poderá ser útil na intervenção com crianças e, até mesmo com adolescentes!
Intervenção em Psicologia
Em intervenção com crianças e adolescentes, uma sessão pode ser mais intensa do ponto de vista da sua carga emocional e conteúdos e, neste sentido, surge a necessidade de ensinar a criança/adolescente a apaziguar, promovendo uma acalmia.
Contextualizando de acordo com a investigação e a prática do psicólogo, destacam-se correntes humanistas, as quais aliam a prática da meditação como atividade paralela e/ou prolongamento de uma abordagem terapêutica (Leal, 2005). Tendo por base que a meditação é considerada uma técnica de “repouso do funcionamento mental”, semelhante à relaxação.
Também a técnica do mindfullness tem vindo a ser investigada e muito utilizada, tendo como intuito principal, a promoção da atenção plena ao momento que ao indivíduo está a viver.
Ora, hoje vamos focalizar a atenção para um exercício de mindfullness para um final de sessão.
O exercício apresenta os seguintes objetivos:
- Visualização;
- Estimulação dos 5 sentidos;
- Relaxamento.
Consiste na utilização dos seguintes materiais:
- Música – som da natureza (mar; pássaros; vento);
- Conchas ou pedras de texturas diferentes.
Exemplo de orientação:
- Em final de sessão, será aconselhável o adulto e a criança poderem sentar-se no chão, lado a lado, ou frente a frente, consoante a criança (timidez, dificuldade em relaxar);
- No caso de adolescentes poderão seguir a mesma linha ou ficarem simplesmente sentados nas cadeiras;
- Se numa fase intermédia da terapia, em que a confiança esteja estabelecida, aconselhável fecharem os olhos, para facilitar o processo de visualização e relaxamento;
- Colocar o som da natureza, imaginemos que seria o som da rebentação das ondas, na praia;
- Numa fase inicial, ensinar a criança a respirar (através do diafragma), devagar, algumas vezes seguidas;
- Ir falando, calmamente e de tom baixo, acerca do que está a ouvir, quais os sons;
- Em que lugar imagina que está, como vê/imagina esse lugar;
- Como se sente no mesmo;
- Mexer nas conchas/pedras – sentir as diferentes texturas;
- O que a faz sentir;
- Respiração diafragmática;
- Como se sente agora;
- Quando se sentir preparada/confortável, abrir os olhos lentamente;
- Dialogarem sobre o que sentiram ao longo do exercício;
- Não levantar repentinamente, dar tempo para se habituarem à luz natural e ao momento presente.
Boas Intervenções!
Referências Bibliográficas
(Leal, 2005).