Emociona-Te! com Still Alice

O que faria se tivesse um diagnóstico de Alzheimer precoce aos 50 anos?

Como comunicaria à sua família e como se iria preparar para a doença?

“E se um dia eu deixo de ser eu?”

Sinopse

Alice Howland é professora de Harvard e especialista em linguística.

Tem uma família composta pelo seu marido e três filhos adultos.

Ela está feliz pelo que conseguiu construir, tanto a nível pessoal, quanto profissional. No entanto, sua vida muda inesperadamente quando ela é diagnosticada com Alzheimer.

Reflexão

É um filme poderoso e incomodativo, uma vez que provoca aquele receio que muitas pessoas sentem!

“E se um dia eu deixo de ser eu?”

A partir dessa premissa, a história começa a ser contada e gradualmente vamos sentindo a Alice a deixar de ser Alice, tomando consciência do que está a acontecer ao mesmo tempo que a sua família se vê desorientada com a necessidade de apoiar ao mesmo tempo em viver as suas vidas.

A importância de se despedir em vida daqueles que lhe são queridos, dizer o quanto os ama, uma vez que amanha poderá já não estar capaz de saber quem são.

É um filme que aborda o eu que pode deixar de ser eu, como o outro que eu amo, deixar de ser quem eu amo, mas tornar-se um perfeito estranho.

Aborda a sensação de impotência ao mesmo tempo que abana pelos dilemas que cada uma das personagens vive com um diagnóstico de Alzheimer.

Recomendações

É um filme para recomendarmos aos utentes que passam pelo papel de cuidadores, uma vez que ajuda a compreender o desafio psicológico que os seus familiares estão a passar ou passaram no passado.

Pode ajudar a abordar questões éticas e morais sobre o apoio necessário nestas situações, como a responsabilidade de cada familiar direto!

Paralelamente ajuda a ponderar qual a forma de abordar a melhor intervenção, necessária para cada caso, com alguma naturalidade. Potenciando uma ponte entre o sentir e o concretizar individual e familiar.

Facilita também a reflexão sobre as famílias e o papel de cada elemento nesta dinâmica de apoiar o doente com Alzheimer, ao mesmo tempo que promove uma reflexão sobre comportamentos isolados e padrões de comportamentos que foram ocorrendo, desde sempre, e que ajudaram ao afastamento ou a aproximação.

Num contexto de grupo, é indicado para ser visualizado por turmas de estudantes nas áreas da medicina, nomeadamente a psiquiatria e neurologia. Como também nas áreas da psicologia, enfermagem, assistência social ou por técnicos auxiliares de lares ou centros de dia.

Será relevante, sugerir a visualização e posteriormente debater em assembleia alguns aspetos relevantes:

  • O impacto do diagnóstico;
  • A gestão familiar face ao diagnóstico;
  • A necessidade das despedidas enquanto existe memória;
  • Os cuidados que serão necessários;
  • Os comportamentos que serão mais recomendados;
  • A compreensão do que será o bem-estar de uma pessoal com Alzheimer;
  • Os lutos de toda a família face ao diagnóstico;
  • A forma de abordar a temática respeitando o doente e a família;

De forma a amplificar as noções destes cuidados ao mesmo tempo que se promove uma reflexão profunda sobre a temática: E se fosse contigo?

É um filme para se diferir e debater e não ficar unicamente guardado na nossa lista de filmes, uma vez que ele nos obriga a parar e a pensar sobre o Alzheimer!

Boas visualizações e reflexões!