Evolução no P.E. Autismo

Hoje retomamos a P.E. Autismo para falarmos da sua evolução e etiologia.

A literatura baseada na investigação dos últimos anos, remete para a relação entre um atraso psicomotor por volta dos 2 anos e os primeiros sinais de alerta. Verificando-se uma maior incidência na altura em que se surge a comunicação social.

Nesta fase diferencia-se as crianças que irão desenvolver a oralidade (considerado um bom diagnóstico) em oposição às crianças sem oralidade, acabando por este último diagnóstico levantar algumas reservas, tendo em conta a relação com as comorbilidades que existirão.

Alguns dos pontos considerados por Lima (2015), na recolha das investigações, remetem para:

  • Idade da aquisição das primeiras palavras vs sintomas de Autismo – ou seja, quanto mais cedo adquirir as 1ªs palavras, menor serão os sintomas de Autismo.
  • O desenvolvimento da linguagem estará relacionado com o desenvolvimento das suas competências sociais, na fase da adolescência e adulta.
  • Quanto menor for os sintomas da PDI, menor serão os sintomas do Autismo.

Geneticos

 

As PEA ocorrem com mais incidência no género masculino, em detrimento para o género feminino. Antes da actual actualização do diagnóstico das PEA, verifica-se na proporção de 1 menina para 4 meninos, aumentando esta proporção no caso dos meninos de 1 para 11.

Nas referencias bibliográficas utilizadas por Lima (2015), verifica-se que há uma relação entre irmãos no surgimento de PEA. Contudo no caso de gémeos verdadeiros, a relação acentua-se significativamente, em oposição aos gémeos falsos.

Referente à Família, verifica-se uma relação da manifestação dos sinais de autismo, em crianças que tenham pais com alguma perturbação mental como fobia social, depressão, obsessão. É também apurado nas investigações que a família, apresenta por norma alguns deficits sociais, isolamento e timidez, como também dificuldades na linguagem pragmática.

 

Nas diferentes teorias existentes no presente momento, correspondente ao desenvolvimento do PEAutismo, não se verificam dados que possam sustentar que as vacinas possam causar autismo. Numa outra vertente, é identificado relação entre a utilização de fármacos como a talidomida, ácido valproico, ou álcool.

 

Será importante referir que nos últimos 20 anos, a investigação alargou-se significativamente, estando ainda a descobrir-se as várias relações entre as PEA e todas as outras perturbações que estejam em comorbilidade. Estando ainda no inicio da caminhada!

Por isso recomendamos que possam dirigir-se a uma equipa multidisciplinar, em caso de suspeita e estarem a par das últimas investigações realizadas neste campo.

 

Boas leituras

 

 

Referências Bibliográficas
Perturbações do Neurodesenvolvimento
DSM – V