Vinculação

Hoje retomamos o desenvolvimento humano, com a temática da vinculação!

25Inicia-se com o nascimento, onde o bebé começa por desenvolver laços afectivos e de vinculação aos seus cuidadores, designado em inglês por bond.

Onde tanto o contacto físico como o psicológico com a mãe e o pai, acaba por se revelar estritamente importante em virtude de criar a ponte de comunicação com o mundo.

Para reflectirmos sobre a vinculação, necessitamos de explicar os Estudos de Harlow.

Os estudos de Harlow, com os macacos Rhesus apontam para essas conclusões, onde se verificam comportamentos vinculativos, em que o bebé procura o contacto com a mãe não só como fonte de alimento, como também fonte de afecto.

Os seus estudos demonstravam que quando as crias eram retiradas precocemente das mães e criadas isoladamente, demonstravam mais dificuldades na relação com os pares.

Já nas situações em que eram privadas do contacto materno, mas mantinham um contacto com o seu grupo social, permitia o desenvolvimento de comportamentos vinculativos com os diversos membros do seu grupo.

Destes estudos verificou-se a incidência das dificuldades no seu desenvolvimento social num período de seis a doze meses.

 

Vinculação

Nesta linha de estudo, segue Bowlby referindo que os comportamentos entre a diade (Mãe-bebé), resultam de comportamentos inatos à espécie humana.

Sendo eles: sugar – agarrar – seguir – chorar – sorrir, definindo desta forma o comportamento de vinculação. Este rol de comportamentos, activam uma proximidade , segundo Ainsworth, da mãe ao seu bebé.

A relação de vinculação vai-se construindo progressivamente com um grupo de indivíduos estáveis. Contudo, destaca-se uma figura privilegiada com qual o bebé interage com maior frequência, que na sua maioria é a mãe.5

Esta relação origina sentimentos de segurança no bebé, uma vez que este desperta na mãe um conjunto de comportamentos parentais, tanto físicos como afectivos, assumindo-se nos comportamentos de aproximação, chamar, abraçar, segurar, seguir, consolar e embalar. Segundo Solomon e George, para que os pais possam prover protecção aos filhos, é importante que o tenham sido enquanto crianças.

Activando desta forma, no bebé:

  • A sensação de base segura – exploração mais livre na presença da figura vinculativa,
  • O comportamento de refúgio – retorno em direcção à figura de vinculação, quando se sente ameaçado .

Desta forma a relação de vinculação constrói-se passo a passo com o desenvolvimento do indivíduo, apresentando-se em três fases:

  • 1ª  dos zero aos dois meses – reconhecida por período indiscriminado, uma vez que o bebé não estabelece nenhuma relação vinculativa.
  • 2ª dos dois meses aos sete meses – onde se verifica já o reconhecimento das figuras como se revela o medo a estranhos;
  • 3ª dos sete e nove meses, onde se inicia a vinculação.

Referências Bibliográficas:
Bowlby, J. (1984). Apego Sao Paulo: Martins Fontes
Guedeney, N.; Guedeney, A. (2004) Vinculação Conceitos e aplicações Lisboa: Climepsi Editores.
Amaral, (2008), A confiança como base segura para a felicidade