Disgrafia – parte II

A disgrafia, temática iniciada no artigo anterior, remete-se para uma dificuldade na fluência da escrita nas suas mais variadas áreas, estando muitas vezes esta situação associada a alterações psicomotoras.

Desta forma, falamos no artigo anterior acerca das competências que devem ser desenvolvidas para promover a grafia bem como nos sinais de alerta que devemos ter em conta, de forma a identificarmos que algo está errado e necessitamos de recorrer a ajuda de profissionais.

Hoje falaremos acerca das actividade e materiais que podem ser realizadas para promover estas competências psicomotoras:

– Exercícios grafomotores: são ideais para promover a coordenação motora e o domínio das mãos ao movimentar um lápis sobre o papel. Os exercícios podem conter desenhos pontilhados, de ligação de pontos ou números, etc.

– Caligrafia: promover a escrita das letras (a forma das mesmas), individualizadas de preferência de forma a sistematizar o seu traço e o seu espaçamento entre elas. letras e maiusculas - Jacaranda folhas 1

– Posição ao escrever: a forma da criança segurar o lápis é muito importante para que esta “pega” não cause dor ou cansaço. Neste caso, o aluno precisa de orientações para adequar a força e a posição dos dedos e da mão para desenvolver a escrita sem prejudicar os seus membros. Além disso, a posição do papel também reflecte a forma como o aluno escreve.

– Pincel: o uso deste instrumento é ideal na fase inicial do treino, principalmente para que a criança consiga trabalhar a pressão que é exercida sobre a folha de papel. Podem ser trabalhados linhas rectas para desenvolvimento da coordenação.

 

Boas leituras!

Referências bibliográficas:
https://neurosaber.com.br/como-trabalhar-com-criancas-com-disgrafia/